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Cofundadora da Kalshi, Luana Lopes Lara, promete manter negócio no Brasil

Cofundadora da Kalshi, Luana Lopes Lara, promete manter negócio no Brasil

Luana Lopes Lara, cofundadora da plataforma de mercados de previsão Kalshi, comprometeu-se a manter o negócio no Brasil apesar de uma proibição imposta pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Natural de Belo Horizonte e ex-prodígio do balé, Lara declarou sua intenção de reverter a determinação do órgão regulador, que considera injusta.

Decisão do CMN e reação da executiva

Em 24 de abril, o CMN instruiu a proibição das operações da Kalshi no Brasil, embora os motivos específicos da decisão não tenham sido detalhados publicamente. Lara afirmou que a plataforma foi alvo de uma determinação “injusta” e prometeu “derrubar a proibição” por meio de medidas legais e administrativas. A executiva, que também tem formação como bailarina clássica, destacou seu vínculo com o país e a intenção de manter a empresa operando no mercado brasileiro.

Contexto dos mercados de previsão no Brasil

Os mercados de previsão, como o da Kalshi, permitem que usuários apostem em resultados de eventos futuros — de eleições a indicadores econômicos. No Brasil, o setor enfrenta um ambiente regulatório complexo, com o CMN atuando na supervisão de atividades que envolvem riscos financeiros. A proibição da Kalshi ocorre em meio a um debate mais amplo sobre a legalidade e a supervisão dessas plataformas no país, que ainda não possuem uma regulamentação específica consolidada.

Apesar do revés, Lara sinalizou que a empresa não pretende abandonar o mercado brasileiro. A cofundadora busca agora reverter a decisão do CMN, o que pode envolver recursos administrativos ou judiciais. A Kalshi, que opera em outros mercados internacionais, vê o Brasil como uma praça estratégica para expansão, segundo a executiva.

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