CBF alerta Brasil para não revogar a Lei das Apostas
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) manifestou apoio público à Lei das Apostas, o marco regulatório federal que estabelece as regras para jogos de azar online no Brasil. Em pronunciamento durante o 14º Fórum de Lisboa, realizado em 2 de junho, a vice-presidente da entidade, Michelle Ramalho, defendeu a atuação dos operadores licenciados e pediu cautela contra qualquer tentativa de revogação da legislação.
Defesa do marco regulatório
Durante o painel sobre apostas esportivas no evento, Ramalho destacou a importância do ambiente regulado para o esporte nacional. A dirigente alertou que a revogação da Lei das Apostas poderia abrir espaço para o mercado ilegal, prejudicando tanto os clubes quanto os torcedores. A CBF, que já firmou parcerias com operadoras licenciadas, vê na regulamentação uma fonte de receita essencial para o futebol brasileiro.
A Lei das Apostas, aprovada em 2023, estabelece critérios para concessão de licenças, tributação e proteção ao consumidor. Apesar de críticas de setores que apontam riscos de vício e lavagem de dinheiro, a CBF considera o modelo atual um avanço em relação à ausência de regras. Ramalho reforçou que a regulamentação permite maior controle sobre as operações e garante transparência nas transações financeiras.
Contexto do debate
O Fórum de Lisboa, que reúne especialistas em regulação de jogos de azar, serviu como palco para discussões sobre os desafios do setor na América Latina. A posição da CBF ocorre em meio a pressões de parlamentares que questionam a eficácia da lei e propõem alterações no texto original. A entidade, no entanto, defende a manutenção do marco como forma de assegurar investimentos e evitar retrocessos.
O posicionamento da CBF é relevante por seu papel como uma das principais organizações esportivas do país, com influência direta sobre clubes e federações estaduais. A entidade já havia se manifestado anteriormente a favor da regulamentação, mas o alerta contra a revogação representa um reforço público em um momento de incertezas regulatórias.
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