Anjouan nega alcance global de licenças enquanto Flutter critica mercado negro da Copa do Mundo
O regulador de jogos de Anjouan negou que suas licenças sejam destinadas ao uso global, rebatendo alegações de que facilitam apostas não autorizadas. Anjouan, uma ilha autônoma de Comores, no Oceano Índico, tem estado no centro de debates sobre jogos ilegais em mercados importantes como o Reino Unido.
Posicionamento do regulador
A Anjouan Gaming publicou uma declaração oficial esclarecendo que suas licenças não são projetadas para serem usadas universalmente. O órgão regulador busca, com isso, responder às críticas que apontam seu sistema de licenciamento como uma brecha para operações não regulamentadas em jurisdições mais rigorosas, como a britânica.
Críticas da Flutter Entertainment
A declaração da Anjouan Gaming ocorre em meio a críticas da Flutter Entertainment, uma das maiores operadoras de apostas do mundo, que apontou o mercado negro da Copa do Mundo como um problema crescente. A Flutter tem se manifestado contra operadores que atuam sem licenças adequadas em mercados regulados, destacando o papel de jurisdições como Anjouan nesse cenário.
O esclarecimento do regulador visa abordar preocupações sobre o alcance e a legitimidade de seu quadro de licenciamento. A discussão reflete um debate mais amplo na indústria de iGaming sobre a responsabilidade de pequenas jurisdições insulares na prevenção de operações ilegais em mercados estrangeiros.
Especialistas do setor observam que, embora Anjouan negue a intenção de alcance global, a emissão de licenças por jurisdições com supervisão limitada continua a ser um ponto de tensão entre reguladores de grandes mercados e operadores internacionais.
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