Candidatos do futebol italiano querem imposto de 2% sobre apostas para financiar revitalização
Giovanni Malagò e Giancarlo Abete, os dois candidatos à presidência da Federação Italiana de Futebol (FIGC), apresentaram planos para modernizar a governança e a estrutura do esporte no país. Ambos os concorrentes concordam que o futebol italiano precisa de uma fonte de receita dedicada para sua recuperação e propuseram a criação de um imposto de 2% sobre apostas esportivas.
Proposta unânime para o setor de apostas
De acordo com informações divulgadas, tanto Malagò quanto Abete defendem a taxação de 2% sobre o volume de apostas como uma medida central para financiar a revitalização do futebol nacional. A proposta surge em um momento em que o esporte busca novas formas de receita para enfrentar desafios financeiros e estruturais. A eleição para a presidência da FIGC está marcada para 22 de junho, e a questão do imposto sobre apostas tornou-se um dos principais pontos de convergência entre os dois candidatos.
A ideia de direcionar parte da arrecadação das apostas esportivas para o futebol não é inédita em outros mercados europeus, mas representa uma novidade no debate italiano. Caso implementada, a medida poderia gerar recursos significativos para clubes, federações regionais e projetos de base, ajudando a modernizar a gestão do esporte e a melhorar a competitividade do futebol italiano em nível internacional.
Contexto e desafios do futebol italiano
O futebol italiano enfrenta há anos problemas como estádios envelhecidos, queda no público e dificuldades financeiras em diversos clubes. A proposta de um imposto específico sobre apostas surge como uma tentativa de criar uma fonte estável de financiamento, sem depender exclusivamente de receitas de bilheteria ou direitos de transmissão. A medida também reflete uma tendência global de maior regulação e aproveitamento econômico do mercado de apostas esportivas, que movimenta bilhões de euros anualmente na Itália.
Embora os detalhes exatos da proposta ainda não tenham sido totalmente divulgados, a convergência entre os dois candidatos sugere que a medida pode avançar independentemente do resultado da eleição. A expectativa é que o novo presidente da FIGC, seja ele quem for, busque implementar a taxação como parte de um plano mais amplo de reforma do futebol italiano.
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