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Eurodeputado maltês alerta que proibição de anúncios de jogos online pode impulsionar mercado ilegal

Eurodeputado maltês alerta que proibição de anúncios de jogos online pode impulsionar mercado ilegal

O eurodeputado maltês Peter Agius emitiu um alerta de que uma proposta de proibição da publicidade de jogos de azar online pode ter a consequência não intencional de levar os jogadores para operadores não regulamentados e ilegais. Falando no contexto das discussões em curso na União Europeia sobre regras de publicidade mais rigorosas para o jogo, Agius argumentou que tal proibição pode prejudicar a proteção do consumidor em vez de melhorá-la.

Os comentários do eurodeputado ocorrem enquanto as instituições da UE consideram medidas para limitar a visibilidade dos anúncios de jogos de azar nos estados-membros, uma medida que gerou reações mistas entre as partes interessadas da indústria e os formuladores de políticas. Agius, que representa Malta no Parlamento Europeu, enfatizou que uma proibição total da publicidade poderia afastar os consumidores dos operadores licenciados e regulamentados, que estão sujeitos a uma supervisão rigorosa e a requisitos de jogo responsável. Em vez disso, os jogadores poderiam recorrer a sites do mercado negro que operam fora da jurisdição da UE e não oferecem quaisquer salvaguardas.

O dilema regulatório europeu

O eurodeputado observou que Malta, como um importante centro para empresas de iGaming licenciadas, tem um interesse direto em garantir que os quadros regulatórios sejam eficazes sem criar incentivos perversos. As suas observações destacam uma tensão recorrente na regulamentação do jogo: o equilíbrio entre restringir a promoção para reduzir danos e manter um mercado canalizado onde os jogadores possam aceder a opções mais seguras.

O debate sobre a publicidade de jogos de azar intensificou-se em toda a Europa nos últimos anos, com vários países a implementarem proibições parciais ou totais. A Itália, por exemplo, promulgou uma proibição abrangente em 2019, enquanto os Países Baixos e a Bélgica também apertaram as restrições. Os proponentes argumentam que tais medidas reduzem a exposição ao jogo e ajudam a prevenir o vício, particularmente entre grupos vulneráveis. No entanto, os críticos apontam para evidências da Itália, onde a proibição levou a uma queda significativa na publicidade, mas também coincidiu com um aumento na atividade de jogo não licenciada.

A posição de Malta e o caminho a seguir

A posição de Malta como jurisdição líder de licenciamento para jogos de azar online acrescenta peso à intervenção de Agius. A Malta Gaming Authority (MGA) supervisiona centenas de operadores que servem mercados em toda a Europa e além. Uma mudança na política da UE poderia impactar diretamente a economia da ilha e a sua reputação como um centro bem regulamentado. Agius apelou a uma abordagem mais matizada que tenha como alvo práticas publicitárias prejudiciais, em vez de impor uma proibição total. Ele sugeriu que medidas como regras de conteúdo rigorosas, restrições de horário e avisos de danos obrigatórios poderiam atingir os objetivos de saúde pública sem levar o negócio para a clandestinidade.

A Comissão Europeia tem explorado opções para atualizar a Diretiva de Serviços de Comunicação Social Audiovisual (AVMSD) e outra legislação relevante para abordar a publicidade de jogos de azar. Embora nenhuma proposta formal tenha sido apresentada, a questão permanece na agenda em meio a uma crescente pressão política.

Jogue com responsabilidade. O jogo é destinado a maiores de 18 anos.

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