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Ministério da Fazenda do Brasil define responsabilidade solidária de instituições financeiras e de pagamento em apostas ilegais

Ministério da Fazenda do Brasil define responsabilidade solidária de instituições financeiras e de pagamento em apostas ilegais

O Ministério da Fazenda do Brasil publicou a Portaria 1.766, que estabelece a responsabilidade solidária de instituições financeiras e de pagamento envolvidas em atividades de apostas ilegais. A medida, divulgada nesta semana, determina que bancos e empresas que auxiliem ou promovam operações de jogos não autorizadas poderão ser responsabilizados tributariamente.

Detalhes da nova regulamentação

A portaria define que instituições financeiras e processadoras de pagamento que facilitarem transações para plataformas de apostas ilegais podem ser consideradas solidariamente responsáveis por impostos não pagos. Isso abrange tanto assistência direta quanto atividades promocionais que apoiem operadores não licenciados. O governo brasileiro busca, com essa ação, fortalecer a fiscalização do mercado de apostas, permitido apenas para operadoras com licença vigente.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a medida visa proteger consumidores e assegurar um mercado justo para operadores licenciados. Ao responsabilizar intermediários financeiros, a intenção é interromper o fluxo de recursos para sites ilegais e reduzir a prevalência de jogos de azar não regulamentados. Entidades em violação podem estar sujeitas a multas e outras penalidades previstas na legislação.

Contexto regulatório e implicações para o setor

A publicação da Portaria 1.766 ocorre após outras ações regulatórias no Brasil, incluindo o estabelecimento de um arcabouço de licenciamento para apostas esportivas e jogos online. O país vem desenvolvendo um ambiente regulatório desde a aprovação da Lei 13.756, em 2018, que legalizou as apostas de quota fixa, mas a implementação tem sido gradual, com diversas portarias abordando aspectos específicos do setor.

Observadores do mercado apontam que as novas regras de responsabilidade podem ter implicações significativas para processadoras de pagamento e instituições financeiras que operam no Brasil. Muitas empresas internacionais de pagamento têm adotado cautela devido a incertezas regulatórias, e a portaria pode desencorajar ainda mais o envolvimento com operadoras não licenciadas, consolidando o mercado em torno de entidades licenciadas. Para operadores autorizados, a medida nivela o campo de disputa e reduz a concorrência de sites ilegais.

Por outro lado, alguns stakeholders levantaram preocupações sobre um possível excesso, argumentando que instituições financeiras podem ser penalizadas por transações que não conseguem monitorar facilmente. O Ministério da Fazenda indicou que fornecerá orientação sobre procedimentos de conformidade e fiscalização nos próximos meses. O mercado de apostas brasileiro, um dos maiores da América Latina, segue em expansão, e o governo busca capturar receita tributária enquanto aborda preocupações sociais relacionadas ao vício em jogos e ao crime.

Jogue com responsabilidade. O jogo é destinado a maiores de 18 anos.

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